PAGINA I
A Fazenda do guaraná
Ja passava da meia-noite quando a carrinha chegava á fazenda.
-Estamos no fim do mundo. «dizia justina, para as outras manequins»
rose sai primeiro, tirando algumas malas, caminhou pela calçada empedrada, olhando em redor.
-Meu deus! como é linda! toda iluminada! o casarão, é enorme!
Emilio esperava-as no cimo da escadaria da fazenda, Del rosario rojo.
Rose, voltou para tras, ao encontro das restantes manequins que tambem traziam malas, uma delas cai, emilio desce da varanda, vindo ao auxilio destas.
-Ola, sou emilio posso ajudar-te?
rob sai da carrinha para verificar o que se passa. -Hum, complicado! consegues levantar-te?
a manequim abana a cabeça em sinal que não.
rob, procura ajuda.
-emilio, onde fica um posto de socorro ou hospital temos trabalho ja para amanhã de manhã, e convém estar tudo bem!
Emilio dá indicações.
-Segue a mesma estrada, ate á cidade, la encontrará, um medico, que resolverá.
Rob logo de seguida, seguiu o mesmo caminho pela estrada, de terra batida, justina fico olhando ate eles desaparecerem.
justina, pega em algumas malas ate á escadaria da fazenda, emilio ajuda.
-Vou deixar as malas na sala grande, e você arruma, tenho que ir para a fazenda do jacaré.
justina, olha-o com ar de espanto.
- O quê? vou ficar aqui neste fim de mundo, sozinha sem ninguem, não, não! não pode ser! «emilio tranquiliza justina.»
-calma, voce esta na fronteira do brasil com a argentina, não é bem, ainda no fim do mundo.
emilio esboça um sorriso, dando uma gargalhada em seguida.
-Louraça, tem que ter paciencia, olhe ja chove, com um bocadinho de azar, o rio da anaconda enche, e os seus amigos não passarão nem logo nem amanhã se continuar a chover, com um bocado de sorte eu tambem fico aqui, porque o rio do jacaré, tambem enche e passa por cima da ponte. «justina olhava emilio com rancor».
-Com um bocado de sorte? os rios enchem e alagam a fazenda e a casa, e você e eu vamos na cheia, não é! mulato! «Emilio franzio o sobrolho».
-Acabou a conversa! vamos para dentro eu vou telefonar, para o patrão, e você telefona para os seus amigos, para quando regressarem terem cuidado com o rio, passe bem! vou trancar tudo, e você tem cama por ai nos quartos todos, patrão mandou arrumar tudo para vocês, portanto escolha! Ah! comida tem la em baixo, eu vou buscar.
Emilio trouxe o comer para cima, colocando em cima da mesa, da sala do cacau.
-Louraça, trouxe o comer, venha!
justina estava no fundo do corredor do casarão e não ouviu emilio.
-Que casa tão grande! tantos quartos, deixa ver este está aberto? olha esta! fico com este, para mim! «emilio chama por justina».
-justinaaaaaaaaaaaaa! venha jantar! não vem! paciencia! ja parou de chover vou para cima.
Emilio abalou fechando tudo, deixou um bilhete em cima da mesa, para justina.
O telefone toca justina vem atender, não sabendo ao certo, onde ele está, depois de muitas tentativas, encontra-o.
-estou quem fala? «do outro lado alguem respondia»
-sim! é da fazenda del rosario rojo? «justina abana a cabeça que não»
-aqui é da fazenda do guaraná!
do outro lado o homem ri, á gargalhada
-Não! a fazenda do guaraná é esta! você é quem? a namorada do mulato emilio?
justina ficou corada e palida.
-não, não, não sou, e o senhor é quem? «o homem respondeu»
-sou o dono da fazenda, D gonçalo de vasquez, preciso falar com emilio, pode chama-lo?
justina, olhou em redor.
-não, não posso, fiquei sozinha, aqui as minhas colegas manequins abalaram, e o emilio tambem. «do outro lado o homem sorri.»
-ahhhhhhhhh! finalmente chegaram! quando emilio vier, diga-lhe que quero falar com ele.
justina desligou o telefone, olhou á volta, esta sozinha, e á sua frente uma mesa com comer, justina sentou-se e jantou, finalmente viu o bilhete do emilio.
"justina, fui para fazenda do jacaré, se houver algum problema, tem espingardas no fundo da sala, carregadas de pólvora, utilize so em necessidade, o telefone da fazenda do jacaré não sei, deve estar ai na agenda, onde esta telefone, talvez eu não demore la por cima.
Emilio estevez"
Justina depois de ler o papel continua a refeição, barulho na porta leva justina para fundo do corredor, para o canto onde estão as espingardas, segura-a com calma, e olhares bem atentos para a sala ao fundo, avança devagar escondendo-se na ombreira da ultima porta do corredor, que desemboca na sala do cacau.
As luzes estavam acesas, a porta do casarão abre-se, para a sala grande, justina vê tudo da sala do cacau, um homem entra, justina tremula, deixa cair a espingarda, o homem dispara, justina foge. O homem corre na sua direcção.
-Hei! hei! justina, justina! e você? se não for você essa pessoa, morre,já! aqui! ja! patrão! temos gente estranha aqui dentro, mande cercar o casarão!chame os capangas!
justina, escondida, tenta ver a cara do homem.
-não acredito! é o mulato! malvado! espera que eu te digo!
quando justina se preparava para atirar com a jarra para o ar, atras de si.
-oh! louraça! porque não respondeu? hum! «justina agora tinha atras de si, emilio.»
justina, sorriu. «-ufffffffffff, que alivio!»
emilio: «-aonde deixou a espingarda?»
justina apontou para o lado de lá, da sala do cacau. «emilio:»
-pronto acabou a guerra, agora vamos dormir, patrão mandou-me vir para aqui, porque seus amigos so chegam amanhã de manhã! boa noite!
Justina e emilio seguiram para os respectivos quartos, emilio parou olhando para tras para justina. «-louraça! esse quarto não!»
justina sai do quarto e olha para tras. «-o que foi agora, mulato!»
emilio chegou mais perto. «-é assim! esse quarto não é muito bom, porque chove ai dentro, é isso!»
justina, olhou atentamente emilio.«-e vou para qual quarto?»
emilio apontou para o fundo do corredor. «-aquele ali ao lado da espingardaria.»
justina, questiona emilio, sobre o quarto.
-se este quarto entra agua, por não fecha a porta?
emilio não responde, encaminhando-se para o seu quarto, fechando a porta de seguida.
justina fica no meio do corredor sozinha, entrando de seguida no quarto que emilio tinha dito que chovia.
-chove aqui! nem sinais de nada! que luxo, o quadro esta torto, justina ajeita o quadro, isto devia ser quando a fazenda era colonial, esta familia deve ser os patrões do emilio.
justina é interrompida por emilio
-justina! ja lhe disse para não ficar aqui! siga se faz favor para o seu quarto! saia para eu fechar porta á chave.
justina saiu de seguida, cabisbaixa, entrando noutro que emilio lhe indicara.
emilio segue para a sala do cacau a resmungar
-que paciencia, com isto tudo são 3.oo da manhã, daqui a duas horas, tenho que estar de pé, se eu lhe disse-se porque aquele quarto, não serve, fugia a sete pés, depois era uma chatice, os outros amanhã chegavam, e ela tinha abalado.
o telefone toca no corredor, justina e emilio chegam ao mesmo tempo.
-eu atendo!«diz emilio.» justina coloca-se á frente.«-não quem atende sou eu, e é já!»
justina atende.«-estou quem fala?» do outro lado:
-justina! justina! sou eu rob! desculpa ligar a esta hora mas o teu telemovel esta sem rede, ou desligado, amanhã estamos ai depois de almoço, estas bem?
justina:
-sim estou bem, mas com muita vontade de voltar para casa!
do outro lado rob, sorriu.
-eu compreendo, esse mundo não é o teu, justina, vai descansar ja sei que não estas sozinha, fica bem, um beijo.
justina desligou a chamada poisou o telefone, e estava sozinha no corredor, emilio tinha voltado para o quarto.«justina:»
-ja abalaste? mandão, é so dar ordens! se eu fica-se mais tempo, deixavas de ser assim! hum!
justina volta para o seu quarto.
A manhã estava chuvosa, e fresca, quando D gonçalo chega á fazenda del rosario rojo.
emilio ja o esperava.«-D gonçalo, como vai?» d gonçalo, cumprimenta emilio.
-bem obrigado, a manequim ja acordou?«emilio indica com a mão, que não.»
-D gonçalo, ontem a manequim queria ficar no quarto da cobra, onde morreu a outra, mas eu não deixei, ela agora deve fazer queixas, e falar sobre isso, eu dei a desculpa que chovia lá.
d gonçalo, olhou seriamente para emilio.
-fez bem, emilio, fezzzzzzzzzz, muito bem! nem uma palavra sobre isso!chovia lá, esta certo, se bem que ela hoje vai comigo para cima, porque as chuvas da noite toda, alagaram as margens do rio anaconda, a agua esta aqui perto, como costume quando chove muito, chama-me o juan gonzalez.
emilio de imediato, saiu da sala grande, desceu as escadas, e dirigiu-se á carrinha, que acompanhava D gonçalo. «-juan venido aqui a D gonçalo.»
juan saia imediatamente da carrinha.«-que tengo si algo pasa?» emilio:
-D gonçalo quiere verte!«juan sobre a escadas, na direcção de d gonçalo.»
-d gonçalo lo que pasa?«D gonçalo:»
-Quiero que las cosas del maniquí en la fazenda guaraná.
juan olha para emilio, seguindo os dois o corredor, justina abre a porta nessa altura, sorrindo para ambos:
-ja vieram? eles ja chegaram?
emilio, interrompe justina, perante o olhar serio de juan.
-justina, eles não podem passar patrão esta ali, para justina vir connosco para fazenda guaraná, pode confirmar com seus amigos.
justina confirmou logo de seguida com rob, emilio e os restantes empregados de D gonçalo, levaram as restantes malas, e algum material de fotografia, justina vem para a varanda da fazenda, enquanto emilio traz a ultima mala, e fecha a porta de seguida, D gonçalo, chega perto de justina.
-justina! a justina vem comigo no jipe, que eles vão todos juntos nas carrinha todo terreno, esta bem justina?
justina olha atentamente D gonçalo, que entretanto sorri para justina, que não respondeu, desceu as escadas e dirigiu-se ao jipe abriu a porta e entrou, D gonçalo segui-a, uma das carrinhas, passa para a frente enquanto a outra aguarda que D gonçalo, avance, para entretanto segui-lo.
justina olha em redor, metendo conversa com dom gonçalo.
-a paisagem é linda, verdejante, hoje esta muito fresco
dom gonçalo abana a cabeça, justina insiste.
-dom gonçalo, porque lhe chamam dom? isso quer dizer o quê? nobreza, politica, clero?
dom gonçalo, sorri para justina, respondendo em seguida.
-o Dom, foram os jagunços que me baptizaram, sabe eu sou colombiano, e ha muitos anos cheguei aqui para fazer negocios com estes dois fazendeiros, que levavam o tempo com brigas, e as mortes sucediam-se, heranças dos tempos coloniais! eu propus comprar as duas fazendas e acabar com as chatices na região, esta zona fronteiriça teem terras muito, muito boas, e eu fiquei. «justina interrompe:»
-e as famílias morreram ou fugiram?«dom gonçalo:»
-não! receberam o dinheiro e abalaram! sabes justina! as casas das fazendas estão em sitos muito maus, dois rios grandes e caudolosos passam muito perto, eu escolhi a fazenda do guaraná, porque tem um cabeço, e fiz la uma casa, na epoca das chuvas é mais seguro estar num cabeço, do que nestas fazendas!
justina de novo:
-pois aquela ali a del rosario rojo, ate chovia la dentro?«dom gonçalo:»
-ah! sim! não sabia!
justina, olha dom gonçalo, que entretanto responde de emidiato:
-ah! sim! pois! pois! é isso é! «fez-se silencio no jipe, dom gonçalo:»
-chegamos justina, seus amigos ja devem estar ai a chegar, vou mandar preparar tudo, para os receber.
justina, e dom gonçalo, seguem, a pé, para a casa grande da fazenda do guaraná.
emilio toca no ombro de dom gonçalo, quando este estava a subir a escadaria de pedra.
-dom gonçalo desculpe! anda um helicóptero a sobrevoar a fazenda!
dom gonçalo sorrri, exclamando.
-sim eu sei! procuram pessoas que desapareceram no rio da anaconda, e que ja devem ter ido para a catarata do colono degolado.
justina interrompe:«-colono degolado?»
emilio, olha para dom gonçalo e para justina.«dom gonçalo:»
-ah! pois! é uma lenda! eu tambem não sei ao certo o que foi, como lhe disse sou colombiano! emilio, tambem! o pessoal da fazenda, não! mas! ja não são desse tempo!
ja conhece a lenda da india do lago?
emilio retira-se a rir, justina, olha muito séria para dom gonçalo.«-esta a brincar comigo?»
dom gonçalo, responde:
-sim! vou ja! estão a dizer que o almoço esta pronto, vamos!«emilio exclama:»
-dom gonçalo uma comitiva de carros todo o terreno, devem ser eles!
justina e dom gonçalo olham para tras.«dom gonçalo:»
-não! não ! é ramos cortez o chefe da policia, com carros á civil.
justina olha para emilio e para dom gonçalo.
dom gonçalo separa-se deles e vem receber as visitas.«-entonces lo que pasa?»
o ramos cortez, acena a dom gonçalo, que entra de imediato no carro, emilio e os restantes homens aproximam-se do carro do chefe da policia, justina telefona a rob, sem que os restantes percebam.
-rob? rob? quando veem? estou farta deste fim de mundo!
rob do outro lado tranquiliza justina.
-calma, estamos na argentina e logo á noite estamos ai, tivemos que sair do brasil e dar a volta para entrar de novo em terras brasileiras, os rios alagaram as margens, e era impossivel passar, fica bem, ate logo á noite, não te preocupes é gente boa.
justina fica a olhar o telemovel, quando rob desligou a chamada.
emilio surge:«-esta ver se tem rede?» justina:
-sim! lembrei-me de telefonar para rob, para saberem quando veem!«emilio:»
-não se preocupe o patrão ja falou com eles, foram dar a volta pela argentina, para entrar aqui nas terras das fazendas.
Dom gonçalo, deixa o carro da policia.
-vamos te-los por companhia, durante muito tempo, vão fazer buscas ás fazendas, ate á cascata do degolado, desapareceram turistas do hotel da casa grande da fazenda do general silveira castro, não se sabe se foi rapto, ou foram passear e foram surpreendidos na cheia, e se calhar comidos pelos jacarés ou anacondas, quem sabe ?
justina, emilio e os empregados ouviam com atenção dom gonçalo, e abanavam a cabeça.
Naquela tarde rob e as modelos chegavam, para grande alegria de justina.
Dom gonçalo e emilio montam a cavalo, abalando apos o almoço.
O sossego da casa grande é interrompido com o chefe da policia.
-Posso entrar? hei! oh da casa! esta gente? ou não!
A sala estava deserta, todos estavam recolhidos nos quartos.«Atras de si, emilio respondia:»
-diga chefe?«O Chefe da policia:» -Ah! estava ai! nem o vi!
emilio: -não! doutor não estava! cheguei agora a cavalo, mais dom gonçalo, passa-se alguma coisa? «O chefe da policia:»
-sim! passa-se, encontramos jacarés mortos, no rio da anaconda, e uma mala de senhora na cascata do degolado, podemos entrar na casa grande da fazenda del rosario rojo?
emilio olha para dom gonçalo que acabara de chegar.
-Pode sim senhor! emilio vai consigo, ah! não sei se sabe que na fazenda la em baixo, houve á muitos anos um homicídio, enrolaram uma cobra ao pescoço de uma mulher! nos temos esse quarto sempre fechado, não sei se sabia disso? é que estou cansado de estar sempre a contar o mesmo, cada vez que muda o chefe da policia, porque a vitima sou sempre eu.
O chefe da policia deu uma gargalhada, eu sei dom gonçalo, eu tenho um caso semelhante, vamos então emilio.
O chefe da policia monta no cavalo com emilio e rumam em direcção a fazenda del rosario rojo.
O chefe desmonta e emilio tambem.« emilio.» -Chegamos! quer subir, tenho aqui as chaves!
o chefe olhava em redor. «-lindo este local! que paz, olha! oiço papagaios!»
emilio, olha tambem em redor.
-ah! sim! são dali, tem acolá ninho! a propósito do sossego, sabe que nem sempre foi assim! aqui nesta fazenda! na outra tambem não!mas nesta, foi demais.
O chefe da policia, questiona, Emílio. «-Ah! não! porquê?», «emilio responde»
-Porque os colonos tinham fronteira, entre a fazenda do guaraná, e a fazenda del rosario rojo, onde passa aquele caminho de terra batida, com os tempos e guerras, a fazenda del rosario rojo, ficou a pertencer, ao lado de cá. Os fazendeiros, descendentes dos colonos, não se conformaram com a ideia e o dono desta fazenda foi um deles, desafiou muitas vezes o coronel iguaçu lourenço que um dia perdeu a cabeça e mandou um jagunço afoga-lo na cascata do degolado. A mulher não teve melhor sorte e apareceu morta no tal quarto com uma cobra enrolada ao pescoço.
O chefe da policia limpava a testa com um lenço.
-Pois! era então ali a fronteira entre os dois paises! estava visto! o resto ja sei! por isso a cascata do degolado, dai deriva o nome, não precisa explicar mais nada, esta bem!.«emilio:»
-não sabe não? os filhos do gonzalez que era marquês, contratou gente do pior para pegar fogo na fazenda do guaraná, e assim foi, morreram quase todos queimados la dentro, restou a filha mais nova que estava na europa, Dom gonçalo quando aqui, a estas terras, encontrou desolação, uma casa grande queimada, outra abandonada, dom gonçalo comprou as duas, os restantes familiares que restaram das duas familias, abalaram para sempre.
Começa a chover, emilio e o chefe da policia, sobem as escadas, da casa grande.
emilio: «-chefe? é melhor irmos indo, porque daqui a bocado so de barco? não acha que será melhor?», «O chefe da policia, olha em redor.»
-Pois! de facto, e melhor, porque esta a ficar muito complicado. «emilio:» -vamos?
o chefe:«-vamos emilio.
Na fazenda do guaraná, na varanda da casa grande quase todos,olhavam a chuva.«Job:»
-Mas que chatice! não para de chover, assim não dá! vamso embora amanhã de manhã, e procurar outro sitio para fazer fotos para a colecção.
dom gonçalo observava job, as manequins, e o ambiente chuvoso.
-Pois! é realmente muito mau, para o vosso trabalho! tenho uma ideia, que talvez ajude em alguma coisa!
job, e as manequins, olharam dom gonçalo. «job:»
-diga! dom gonçalo!
D gonçalo, começa então a divulgar a sua ideia.
-Vejamos, tenho uma coisas a tratar na colombia, e tenho fazendas lá tambem! é claro que o cenario idilico, não é o mesmo, que aqui! mas talvez sirva! o que acham? virem comigo ate lá?
job e as manequins, olhavam uns para os outros, emilio e o chefe da policia chegam entretanto.
O chefe da policia:
-Dom gonçalo, vamos ficar ate descobrir algumas coisas!
Dom gonçalo:
-Fiquem á vontade, eu estou de abalada para a colombia, com os alguns dos meus homens, este pessoal se quiserem ficar, fiquem! vamos, ate a ciudad de cristobal de la cruz.
Todos olharam Dom gonçalo, alguns homens sorriram e bateram palmas, justina, exclamou:
-Eu vou consigo! quero conhecer esse sitio.
Rob e as restantes manequins tambem demonstraram vontade em ir com Dom gonçalo, para a colombia.
Alguns homens começavam a seguir na direcção das casas terreas, onde pernoitavam, e comiam, e ja longe dos olhares da casa grande,comentavam, algumas aspectos das manequins.
-Muchas mujeres de raza blanca, en la ciudad todos se maravillaran, la ciudad es pequena, en la ciudad por lo que hay algunos caballos blancos e serpientes albinas.
Os restantes homens riram á gargalhada com a conversa de pablo nino, "el indio", como era conhecido.
Justina chega entretanto, e fica pasmada a olhar para pablo nino, emilio vem logo atras.
pablo olha tambem para justina, ambos ficamos parados frente a frente na casa terrea da fazenda do guaraná.
Emilio:
-Oh! pablo, vai tirar essas penas de águia da cabeça, e os riscos da cara, porque justina esta assustada contigo.
Justina olha emilio e pablo, que entretanto sorria e cantava.
emilio puxa justina para fora.
-justina, pablo é indio é costume ele fazer isso nas horas da lazer, são tradições deles, dom gonçalo sabe mas não se importa, venha, este local não é para si!, eles ficam aqui, divertindo-se e passando as horas, as mulheres aqui não entram, vamos Dom gonçalo esta a combinar detalhes para amanhã irmos para colombia, ha um voo por volta das 11.00 horas seria bom irmos nesse.
Aquele foi o ultimo dia para manequins e rob, no Brasil e argentina, no proximo dia e dias seguintes, a colombia foi os dias em pleno.
Dom gonçalo:«-emilio esta com pena das manequins irem embora?»
emilio: «-eu? patrão! não! eu recebo ordens do patrão! só isso!»
Dom gonçalo:
-emilio! eu levo o tempo arranjando mulher para você! por isso dei ordens para tomar conta da manequim!
emilio e dom gonçalo olham um para o outro e riem á gargalhada, pablo nino, surge.
-riem de quê? «Dom gonçalo e emilio, respondem:»
-De você, essas penas na cabeça, são de quê? de falcão?
Rob surge entretanto:
-ham! boa disposição? vim dizer que vamos embora, terminamos, as fotos, mas como vamos entrar de ferias, se não se importaram, ficamos para ferias! dom gonçalo, pode recomendar-nos algum sitio onde possamos ficar todos? «Dom gonçalo:»
-Deixe ver! sitio! sitio bom? acho que sim, em cartagena das indias!
Silencio geral, com a resposta de Dom gonçalo, rob:
-Esta bem Dom Gonçalo! nós ficamos!
Todos olharam Dom gonçalo.
-Emilio e pablo, providenciem em cartagena das indias, o melhor hotel para estes meus amigos.
emilio e pablo começaram a rir-se, rob não percebeu.
Dom gonçalo, chegou-se perto de rob, e pos o braço por cima dos ombros deste.
-Amigo rob, vai ficar alojado no melhor hotel do mundo em cartagena das indias, que é de Dom gonçalo de vasquez.
Emilio e pablo, começaram a rir ás gargalhadas, seguidos de rob e Dom gonçalo e de algumas manequins que cruzavam olhares com emilio e pablo nino.
Justina chega: «-riem todos de quê?»
Dom gonçalo.
-Não faça caso, beberam demais! penso que seja disso!
ana paula alberto caldeira 12/06/11
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O Quadro azul, o mágico
Florbela, chegou mais cedo naquela manhã ao escritorio da empresa, cumprimentou os colegas e saiu.
Tinha uma serie de casas para ver que posteriormente seriam postas á venda.
Começou pela casa da serra, conhecia bem aquele local, rodeado de arbustos e arvores altas, do lado de cima a arriba, em frente ao mar.
A casa grande tinha portões enrendelhados ferrugentos, janelas de madeira, meia podre, e as escadas de pedra cheias de erva, ao redor o mesmo, ervas muito altas
Florbela bate á porta, gustavo vem abrir.
-florbeka! como vai?
florbela, interrogou gustavo.
-gustavo não é florbeka, é florbela querido! ta bem?
gustavo abanou a cabeça, florbela continuou o discurso.
-gustavo querido, venho ver o palacio do papá? pode ser?
gustavo abanou a cabeça, dirigindo-se a sala grande, onde se encontrava a maior parte dos quadros da familia do comendador.
Florbela olhava o cabelo ja grisalho do gustavo,
-gustavo, você tem 59 ou 69 anos?
gustavo olhou muito serio florbela.
-florvela tenho 57 anos, e você, tem quantos?
florbela, sorriu.
-Eu? 18 gustavino!
As gargalhadas de ambos ecoavam pelo casa antiga e cheia de remendos, por todo o lado, quando, parte do tecto do salão caiu, mais o candeeiro de velas do tempo do bisavô do comendador e sir.
Florbela e gustavo pararam de rir, gustavo fugiu, a gritar.
-È o espirito do meu avô?
Florbela, manda calar gustavo.
-Cala-se, que o seu avô ja tem os bigodes encolhidos da sua gritaria!
gustavo parou, olhando para tras.
-O meu avô? aquele é o rei de inglaterra! o que casou com uma divorciada!
florbela questionou gustavo.
-gustavo, esclareça-e uma duvida o rei tinha bigodes? não me lembro?
gustavo olha para ela.
-como sabe! você não conviveu com ele! se esta no quadro é porque tinha, venha ver o resto da casa, para podermos acertar o preço, para venda, que é para isso que cá está.
florbela e gustavo percorreram a casa toda.
Florbela, ja de saida, comenta com gustavo.
-gustavo, a casa querido, esta muito degradada, e depois com estas ervas do seu tamanho, não valoriza nada, percebe?
gustavo olhava á volta.
-florbila não exagere, talvez com os animaizinhos do vizinho de cima, isto fique reduzido, depois volto a contacta-la, fofa!
florbela, olha atentamente gustavo e o terreno de cima.
-gustavo, ali so existem vacas? pelo menos é o que esta á vista!
gustavo sorri:
-Para semana volto a contacta-la, passe bem.
florbela retirou-se, olhando o relogio, e a casa, entrando de seguida no carro, naquele dia ja não foi ver as casas que tinha agendadas, de regresso á empresa, so um colega apenas ali estava na hora de almoço.
florbela escrevia quando o colega a interrompe:
-olhe amanhã vou a um leilão? estou aqui ver obras lindissimas.
florbela não respondeu:
O colega insistiu:
-florbela vou a um leilão?
florbela respondeu:
-ah! ok, bom proveito, eu vou mais tarde!
o colega de florbela, fica a olha-la:
-florbela, sente-se bem?
florbela, olha atentamente o colega
-sim! diz lá? alfredo?
alfredo, repete:
-daqui a pouco vou a um leilão de obras de arte, que vi na net!
florbela:
-ok, va! que eu fico!
alfredo insiste:
-não! tem que vir comigo, a confirmar-se, o que esta ali, tu vais adorar.
florbela, levanta-se, dirigindo-se ao pc do colega.
-deixe ver, o que me possa interessar neste leilão, que tenha mais interesse que a casa do gustavinho? vejamos! nada! um quadro do merlin? do merlin? aquele magico, do livro de ficção dos tempos do rei artur? o que este quadro esta aqui a fazer?
alfredo:
-pois é? um recheio de uma casa, cujo as telas foram pintadas pela dona da casa, eu vou, e depois tambem tem o intreresse da casa!
florbela abana a cabeça.
-não Alfredo, detesto leilões e depois não vejo interesse nenhum nestas telas, boa viagem! cuidado com estas coisas da net, não seja raptado, e depois não tem dinheiro e nos teremos que fazer peditório para o deixaram em paz, não sei se lembra da ultima vez no brasil?
alfredo saiu, resmungando:
- não se pode falar consigo!
florbela estava de saida e cruza-se com o patrão da imobiliária.
-nuno, eu vou ver mais casas, ja fiz o preço da casa do comendador, e espero pelo preço deles, o alfredo foi a um leilão, e ver a casa.
nuno, olha florbela, colocando em seguida as mãos nos bolsos.
-não vou pagar nenhum resgate do alfredo, espero que ele não volte a cometer os mesmos erros.
Naquela tarde alfredo ainda voltou á imobiliaria.
-florbela não vais acreditar? a casa que ia a leilão com o recheio foi assaltada, e não houve leilão, so para a semana!
florbela e nuno, olham boquiabertos para alfredo, florbela exclama:
-uffffffffffffff, que alivio! estares aqui, quer dizer que o quadro do bruxo, foi roubado, tambem?optimo!
nuno, interroga alfredo.
-bruxo? qual bruxo? estão a falar de quê?
alfredo, responde a nuno, enquanto florbela, assinava uns papeis.
-nuno, caro amigo e chefe! não é propriamente bruxo, é um magico! era um quadro magnifico! com o magico famoso merlin, pintado pela dona da casa, foi de facto uma pena!
nuno sorri para alfredo:
-que bom! ja esqueceu o leilão?
florbela da uma gargalhada.
-toma querido, uma imagem do merlin que tirei da net.
florbela e nuno, saem a rir-se.
no dia seguinte fim de semana florbela vai visitar gustavo, a casa estava fechada, e o caseiro, veio abrir os portões, que ja fechavam e abriam, para espanto de florbela.
-cherri! o que aconteceu, ás ervas? esta tudo limpo! os portões ferrugentos ja fecham?tudo pitadinho! estou espantada!
eder não respondeu as perguntas, limitando-se a esclarecer florbela.
-o sr embaixador gustavo não esta! so volta para a semana, mais alguma coisa?
florbela olha eder, e fica pensativa.
-esta no egipto?
eder:
-não! na turquia!
florbela:
-é isso turquia! eu volto para a semana! outra coisa a casa do comendador, ainda esta á venda? é que eu sou da imobiliaria, e preciso saber? eu e o embaixador tínhamos falado sobre isso!
eder, responde de imediato:
-não! o sr embaixador, decidiu que ficava com ela, e acertou detalhes com os irmãos.
florbela, virou as costas.
-obrigado, eder! dê cumprimentos meus, ao embaixador.
eder abanou a cabeça, respondendo:
-serão entregues, fique descansada.
Nesse fim de semana florbela esqueceu a casa do gustavo.
Na segunda-feira,anotou alguns endereços e telefones de outras casas.
Alfredo procurava leilões na net, nuno verificava a contabilidade da empresa.
alfredo encontra algo, que sobressalta todos os funcionarios ali ao redor.
-ha, ha, ha encontrei, encontrei, foste enganada colega florbela, afinal, afinal, o teu amiguinho embaixador, é vigarista? pois é!
florbela e nuno, mais os restantes empregados, olhavam alfredo, com vontade de rir, mas não riam abertamente, porque o chefe não gostava de grandes risadas.
florbela levanta-se, dirigindo-se ao alfredo.
-esta bom da cabeça? o que se passa, agora?
alfredo, aponta o dedo para o ecran do computador:
-aqui! querida! aqui, olha, vai haver um leilão na casa do embaixador! e casa tambem vai a leilão, tenho que ir, esta não posso perder.
nuno interrompe.
-confirme se é o mesmo sitio? e se conhece a casa, verifique se é a mesma?
florbela, abanou a cabeça, em sinal de confirmação.
alfredo:
-tem aqui quadros, muito, mas muito interessantes, de pintores estrangeiros, turquos, israelitas, americanos, entre outros.
florbela, não quis ver mais, nuno saiu.
Nos dias seguintes Alfredo foi de ferias, florbela continuou o seu trabalho, a ver casas para venda.
gustavo liga para a empresa e nuno atende.
-sim, quem fala?
do lado de lá gustavo apresentava-se, e nuno responde:
-ola gustavo? diga coisas!
gustavo:
-florbela, esta por ai?
nuno:
-não, anda no trabalho dela, mas pode ligar para o telemovel, se é, que sabe?
gustavo:
-acho que sei, mas não sei, é onde o pus! vai haver um leilão na minha casa, se estiverem interessados, podem vir todos, tenho obras de arte de rara beleza, e vão gostar, transmita-lhes o meu convite, se for necessário envio por carta, um abraço, nuno!
nuno responde:
-obrigado embaixador, vou transmitir a sua mensagem, fique descansado, la estaremos, ate lá, boa semana.
Do outro lado, gustavo agradeceu, retribuindo tambem.
Tal como, o prometido, na semana seguinte foram ao leilão do embaixador, não tinham convite, mas os seguranças ja sabiam que eles iriam.
O embaixador veio recebe-los.
-sejam bem vindos, houve uma alteração, em vez de leilão, é uma exposição de quadros, de alguns artistas, peço desculpa por não ter avisado.
florbela, entra de imediato atrás de alfredo, ficando em seguida junto de uma mesa, nuno fica com gustavo, a conversar.
florbela:
-alfredo, alfredo, alfredoooooooooooooooooo! venha buscar um roteiro, assim só vai ver as obras que mais gosta, a exposição esta pela casa toda, e esta casa é muito grande! e assim torna-se mais fácil, com o livrinho.
alfredo:
-escolha esse método para si, eu vou andar a ver, mesmo sem livro, assim vejo a mansão, toda!
florbela encolheu os ombros, iniciando a visita.
Ao fim de algum tempo, parou em frente a um quadro.
-magnifico, a imponente fortaleza de massada, no cimo do morro, o mar morto, e o azul forte do céu, em contraste com o tom amarelo torrado, da restante paisagem, fascinante, este quadro deve ser uma fortuna.
o pensamento de florbela é interrompido por alfredo.
-florbela! florbela! florbela, venha ver este quadro.
a galeria esta cheia de gente, e todos olhavam para alfredo, gustavo observava-os de longe sorrindo para o nuno.
florbela encaminha-se para o pé de alfredo.
-o que foi homem?que gritaria é essa?
alfredo aponta o dedo, para o quadro.
-olhe! olhe! esta beleza?
florbela, observa atentamente.
-é lindo, de facto, uma paisagem americana, deve ser o arizona? ok! vou voltar para o quadro da fortaleza massada.
alfredo, fica a olhar o quadro, a meio do caminho, florbela, chama alfredo.
-venha cá! descobri outro! você, anda a ver, mas não vê nada!
um oásis no meio do deserto, olhe só esta beleza natural tão original, o azul do céu, a lagoa azul, com as palmeiras, á volta, reflectidas nas aguas, a tonalidade amarlenta das areias á volta, parece uma fotografia, ou seja sinto-me ali!
alfredo ficou a olhar.
gustavo, chega perto de florbela.
-florbeka! qual gosta mais, do quadro, do turquo ou do quadro do judeu?
florbela, estremeceu:
-aiiiiiiiiiiiiiii, que susto, quer matar-me?
gustavo:
-não! claro que não! qual gosta mais? eles fazem um igual para si! porque esses dois, estão vendidos! por uma fortuna.
florbela olhou gustavo, e atras deste, dois homens sorriam.
florbela, olhou-os, murmurando: -quero os dois!
gustavo, olhou-a, respondendo de seguida:
-quer os dois? esta bem! eu falo com os pintores.
florbela, que continuava olhando os dois homens, que agora conversavam com nuno.
-não! os dois não! quero dizer, era isso, são lindos, são pois! os quadros! é isso, sim pode ser copias, pois.
gustavo, abanava a cabeça:
-não percebi? quer copias ou não quer?
florbela retirou-se.
-vou ver melhor, qual gosto mais.
florebela da uma volta pela galeria, e quando regressa os pintores oferecem-lhe um quadro.
florbela abre com cuidado sorrindo, para ambos.
-oh! oh! é lindo! sou eu, a olhar o oasis e a fortaleza de massada,e este tom de azul, como fundo, está magico, perfeito, obrigado aos dois.
Os pintores agradeceram e afastaram-se, gustavo surge.
-florbila? gotou da supresa? você, o oasis de sonho, e a fortaleza historica de massada! que tal? para mim é o melhor quadro da galeria, ja lhe chamaram, o magico, ja tinha compradores? sabia? agora é consiguo?
florbela, sorri para gustavo.
-obrigado! você é um fofo! a propósito? quer ou não quer vender a mansão do pápá?sabe que eu sou, uma mulher de negocios?
gustavo:
-adiante! se você vender esse quadro, nunca mais lhe falo! agora escolha!
ana paula alberto caldeira 10/02/2011
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Diário de um interior rural.